
Foto: Daniel Deak
Acabou de ser publicada uma palestra que fiz no TEDxAmazônia quase um ano atrás. Foi um encontro de mais de 50 palestrantes e centenas de pessoas brilhantes em um hotel na Amazônia que deveria ser flutuante, mas, por causa da seca, acabou fincado no chão em meio à lama e aos jacarés. Era um ambiente incrível ainda assim – e eu passei o último ano lembrando e encontrando pessoas e idéias que estiveram por lá.
Eu sempre achei que a diversão era o melhor jeito de resolver problemas. No TEDxAmazonia, vi que não era o único. Quase todo mundo ali tinha uma forma artística, criativa, maluca e viável de melhorar o mundo. Ficou claro que é mais importante ressaltar o que existe de legal do que eliminar o que é ruim. De outra forma, não vamos nos divertir no processo, e aí nada funciona.
Tinha o químico que dizia que o problema da sustentabilidade é que nada no mundo foi feito apenas para se “sustentar”: você quer é ficar melhor. Teve o americano que me fez até hoje prestar atenção em como barulhos passam mensagens e emoções. Teve o Edgard, que agora constrói um jogo cada vez maior para salvar o mundo. Acho que deu para pegar o espírito…
Nesse último ano, os temas que discuti por lá só cresceram. Agora há um termo – gamification, ou, em português, gamificação – que descreve, ainda que de maneira polêmica, as várias misturas entre jogos, diversão e coisas sérias. Conversei e trabalhei com dezenas de empresas e organizações interessadas em usar jogos para ganhar vantagens ou melhorar sua vida. De uma hora para outra, muitas pessoas começaram a perceber que o importante é fazer um mundo divertido.
A sensação geral agora é a de que passamos os últimos cem anos tentando, a princípio, produzir objetos para todos e, em seguida, conectando pessoas e informações. Agora precisamos fazer com que todos trabalhem juntos e em harmonia: mercadorias, pessoas, empresas, computadores e informações. E para isso precisamos de várias técnicas que os jogos vinham preparando lá atrás, capazes de motivar pessoas, dar chance a todos os participantes, criar novas interações e promover tarefas apaixonantes. É de onde sairão as grandes inovações e soluções durante a próxima década. E será uma aventura divertida.
PS: Quase todas as referências dessa palestra pode ser encontrada no artigo que resultou da minha pesquisa em Londres. Ele tá aqui.
Sucesso! <3